

A falha óssea ocorre em toda situação em que há destruição da arquitetura do tecido ósseo com perda de substância como o que ocorre em alguns casos graves de fraturas expostas ou em situações em que é necessário a retirada de tecido ósseo doente como em infecções ósseas (osteomielite) ou em cirurgias de ressecção de tumores ósseos. Existem várias técnicas de reconstrução da falha óssea dependendo da causa e do tamanho desta falha.
Em falhas cavitarias é possível o tratamento com o preenchimento desde osso do próprio paciente (enxerto autólogo) retirado de local doador como por exemplo da crista ilíaca, preenchimento com enxerto de banco de tecido ósseo (enxerto homólogo) ou preenchimento com substitutos ósseos como hidroxiapatita, fosfatos de cálcio ou biovidro (vidro bioativo). Em falhas cavitarias devido a fraturas ou devido a retirada de tumores ósseos a colocação de enxertos ou substitutos ósseos é imediata. Da mesma forma em situações após o tratamento da infecção óssea onde se formou uma cavidade, após a retirada do PMMA com antibiótico para o tratamento local da infecção é necessário o preenchimento deste espaço com a colocação de osso ou de um substituto ósseo.
Em falhas segmentares devido a retirada de grande quantidade de tecido ósseo, como por exemplo quando há a necessidade de retirada de todo a circunferência do osso, existem técnicas de enxerto ósseo maciço como por exemplo a técnica descrita por Masquelet, o enxerto de fíbula (vascularizado ou não vascularizado), ou emprego de técnicas de transporte ósseo com uso de fixador externo.

Figura: Falha óssea diafisárias maciça após acidente automobilístico em uso de fixador externo tubo-a-tubo antes de realizar o tratamento cirúrgico definitivo
Referências:
Silva WN, Resende HC, Mendonça CJA. Perdas Ósseas Segmentares. In: Motta Filho GR, Barros Filho TEP (eds) Ortopedia e Traumatologia (v1). Elsevier ed. 515-523, 2019.